A bacia do Rio Uruguai, na faixa de Uruguaiana, registrou o primeiro declínio após oito dias consecutivos de elevação. O fato aconteceu na noite desta quarta-feira (29/7). Na avaliação das 20h30, o rio marcou 9,22m acima do nível normal. Foi o pico da medição desde que o crescimento começou, às 10h30 do último dia 21 de julho. Na última atualização, às 15h30 desta quinta-feira (30/7), foi apontada a altura de 9,18m acima, o que já representa queda, conforme o prognóstico dos órgãos oficiais. Os dados são do Serviço Geológico do Brasil (SGB).
Uruguaiana, neste momento, tem 32 desabrigados e 48 desalojados, totalizando 80 pessoas fora de casa em virtude da cheia do Rio Uruguai. Os desalojados estão na casa de parentes ou conhecidos, já os desabrigados estão no abrigo do Centro Esportivo Zona Leste, no bairro Santo Inácio, e recebem o apoio da Prefeitura e da Defesa Civil nos âmbitos da saúde, segurança e assistência social. As transferências das famílias também tem o apoio da 2ª Brigada de Cavalaria Mecanizada do Exército Brasileiro.
Outros municípios
Mais ao norte, cidades como Porto Mauá e Porto Lucena estão na cota normal, porém com crescimento. Garruchos registra cota normal e declínio. São Borja, nesta quinta-feira, segue em declínio e saiu da cota de alerta para a de atenção. Itaqui ainda se encontra em cota de inundação, mas segue em declínio.
De forma preventiva, a Coordenadoria Municipal da Defesa Civil de Uruguaiana já monitora as recentes elevações ocorridas em Iraí e Itapiranga (SC). A bacia nos dois municípios entrou em cota de alerta nesta quinta-feira.
Previsão para Uruguaiana
O Serviço Geológico do Brasil (SGB), no boletim de das 7h desta quinta-feira, indica que o nível do rio em Uruguaiana vai continuar em queda. A instituição prevê a medição de 9,14m às 23h desta quinta-feira.
Contatos de emergência
Em caso de emergência, contate os seguintes números: 190 (Brigada Militar); 193 (Bombeiros); (55) 3411-5566 (Romu); (55) 99238-2772 ou (55) 99641-6806 (Defesa Civil); (55) 3911-3025 (Secretaria Municipal de Infraestrutura). As corporações e unidades monitoram a situação e estão de prontidão para atuar em caso de necessidade.
Autor: Thiago Valença - Secom/PMU