A Prefeitura de Uruguaiana, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), celebrou nesta quinta-feira, 19 de junho, o Dia Nacional do Cinema valorizando os talentos locais que ajudam a contar a história da cidade por meio do audiovisual e levam o nome de Uruguaiana para todo o país.
Com uma trajetória marcada por nomes importantes, como Tabajara Ruas e Miguel Ramos, Uruguaiana construiu uma relação histórica com o cinema brasileiro. Até mesmo personagens reais da nossa cidade ganharam projeção nacional, como Maria Tugira, catadora uruguaianense premiada como Melhor Atriz de Curta-Metragem no Festival de Cinema de Gramado, em 2018, por sua atuação em Catadora de Gente. Hoje, uma nova geração de cineastas amplia esse legado e escreve os próximos capítulos dessa história.
Um dos principais destaques recentes é o curta-metragem Trapo, dirigido pelo uruguaianense João Chimendes. Em 2025, a produção conquistou o prêmio de Melhor Curta-Metragem da Mostra Gaúcha no Festival de Cinema de Gramado, um dos mais importantes do país, projetando o talento local em âmbito nacional.
O prefeito Carlos Delgado destacou a importância de incentivar a cultura e valorizar os profissionais que escolhem contar histórias a partir da realidade da nossa cidade.
“Cada talento que surge em Uruguaiana ajuda a construir a nossa identidade cultural e mostra para o Brasil a potência criativa que existe aqui”.
A secretária municipal de Cultura ressaltou que o audiovisual também é uma ferramenta de desenvolvimento social e de valorização da memória coletiva.
“O cinema aproxima pessoas, preserva histórias e cria oportunidades para novos profissionais. É uma linguagem que permite que Uruguaiana seja vista e reconhecida a partir do olhar de quem vive a cidade diariamente”, destacou.
Além de João Chimendes, outros nomes integram esse movimento contemporâneo da produção audiovisual uruguaianense. Cineastas como João Guerra e Douglas desenvolvem projetos próprios e ajudam a fortalecer a cena cultural local, estimulando novos olhares e incentivando jovens a enxergarem o cinema como espaço de expressão artística e profissional.
Autor: Francisco Canaparro