Ir para o conteúdo

Prefeitura Municipal de Uruguaiana/RS e os cookies: nosso site usa cookies para melhorar a sua experiência de navegação. Ao continuar você concorda com a nossa Política de Cookies e Privacidade.
ACEITAR
PERSONALIZAR
Política de Cookies e Privacidade
Personalize as suas preferências de cookies.

Clique aqui e consulte nossas políticas.
Cookies necessários
Cookies de estatísticas
SALVAR
Prefeitura Municipal de Uruguaiana/RS
Acompanhe-nos:
Rede Social Facebook
Rede Social Instagram
Rede Social YouTube
Notícias
JAN
15
15 JAN 2026
DESENVOLVIMENTO SOCIAL
PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CRAM REVELA FORTALECIMENTO NA REDE DE CUIDADO COM AS MULHERES
Foto Noticia Principal Grande
Foto: Thaís Vieira/Secom PMU
receba notícias
Em 2025, centenas de mulheres em Uruguaiana encontraram no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) mais do que um serviço: encontraram um lugar de escuta, proteção, reconstrução e principalmente, esperança. O ano foi marcado por uma atuação intensa nos bairros, nas escolas, nos serviços de saúde, nos espaços públicos e nos territórios rurais, levando informação, acolhimento e orientação a quem mais precisava.
Ao todo, 500 mulheres foram atendidas ao longo do ano, uma média de 42 por mês, ofertando políticas públicas que cuidam, orientam e protegem. Nesse trabalho articulado, o CRAM atua integrado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Uruguaiana, fortalecendo as ações de proteção às mulheres, dentro de uma rede que acolhe, orienta e garante direitos, promovendo mais dignidade, segurança e cidadania.
No centro desse trabalho está a compreensão de que enfrentar a violência contra a mulher exige presença, escuta qualificada e ações que cheguem até onde as mulheres estão. Para o prefeito Carlos Delgado, esse modelo de atuação faz diferença na vida das pessoas.

“Quando o poder público se aproxima da realidade que algumas mulheres podem estar passando, seja no posto de saúde, na escola, no bairro ou no interior, ele deixa de ser apenas uma estrutura e passa a ser uma rede de apoio real. O CRAM mostra que políticas públicas bem construídas são aquelas que chegam antes da violência virar tragédia.”

Uma das ferramentas que ajudou a qualificar ainda mais esse trabalho foi a criação do Observatório de Mulheres Usuárias do CRAM, que passou a mapear o perfil das mulheres atendidas, considerando território, escolaridade, faixa etária, tipo de violência sofrida, entre outros fatores. Os dados mostram que 94% dos atendimentos envolveram violência psicológica, a forma mais recorrente de agressão, muitas vezes silenciosa. O levantamento também identificou bairros com maior incidência de atendimentos e revelou que grande parte das mulheres tem escolaridade entre o ensino fundamental e médio, o que orientou políticas de incentivo à retomada dos estudos e à autonomia financeira.
A coordenadora do CRAM, a advogada Juliana Tozzi Tietböhl, destaca o impacto técnico desse diagnóstico no planejamento das ações.

“O Observatório permite que cada decisão seja tomada com base em evidências. Ele nos mostra quem são as mulheres que chegam até nós, de onde vêm, quais violências enfrentam e quais barreiras precisam superar. Com isso, conseguimos direcionar melhor os encaminhamentos, fortalecer a rede e tornar o atendimento mais eficaz.”

A partir dessas informações, o CRAM estruturou uma série de respostas integradas. Mulheres passaram a ser encaminhadas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), ampliando oportunidades de estudo e empregabilidade. Parcerias permitiram acesso a vagas de trabalho e oficinas de currículo, enquanto iniciativas de autonomia e proteção passaram a fazer parte do cuidado diário.

Entre essas ações, destaca-se a doação de aparelhos celulares para mulheres vítimas de violência doméstica. Por meio de uma parceria com o Ministério Público, dentro do Projeto Alquimia, o CRAM recebeu 20 celulares doados, destinados a usuárias que tiveram seus aparelhos quebrados ou retirados pelos agressores, uma prática comum usada para isolar, controlar e impedir pedidos de ajuda. A iniciativa garante que essas mulheres possam manter comunicação segura com a rede de proteção, familiares e serviços de emergência, fortalecendo sua segurança, autonomia e capacidade de romper o ciclo da violência.

Outro marco de 2025 foi a consolidação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica (REVID), que reúne dezenas de instituições, desde áreas da assistência social, saúde, educação e segurança até o sistema de justiça. A atuação conjunta permite respostas mais rápidas, acompanhamento contínuo e maior proteção às mulheres em risco.

O CRAM também ampliou sua presença nos espaços do cotidiano. Esteve nas 23 Estratégias de Saúde da Família, em escolas, rádios, eventos culturais, ações esportivas, bairros e comunidades do interior, sempre levando informação sobre direitos, serviços e canais de apoio. Em agosto, o tema ganhou ainda mais visibilidade com ações do Agosto Lilás, incluindo outdoors, materiais informativos e a primeira Corrida de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que reuniu mais de 200 pessoas em um ato público de conscientização.

O cuidado também se expressou em ações mais sensíveis e diretas. Grupos quinzenais de mulheres ofereceram espaços de escuta, apoio psicológico, atividades de bem-estar e fortalecimento emocional. Em casos de grande repercussão, como situações de violência digital ou incêndio criminoso provocado por ex-companheiros, as equipes atuaram com acolhimento imediato, orientação jurídica e suporte contínuo, evitando a revitimização e garantindo proteção.

Um dos dados mais significativos do ano reforça o impacto desse trabalho: não houve registro de feminicídio entre as mulheres acompanhadas pelo CRAM em 2025. O resultado demonstra como o acompanhamento contínuo, a prevenção e a atuação em rede conseguem salvar vidas antes que a violência chegue ao seu ponto mais extremo.

Ao longo de todo o ano, o CRAM esteve presente onde as mulheres estavam: nas ruas, nos serviços de saúde, nas escolas, nos eventos, nos bairros e no interior de Uruguaiana. Uma presença que vai além da estrutura física e se traduz em cuidado, escuta, orientação e proteção. Em cada atendimento, em cada roda de conversa, em cada ação educativa, constrói-se uma cidade onde as mulheres não estão sozinhas e onde romper o ciclo da violência é uma possibilidade real. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, sem interrupção ao meio-dia, e está localizado na Rua Dr. Maia, nº 3112, 2º andar, no bairro Centro, anexo à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.


 
Autor: Thaís Vieira - Secom/PMU
Seta
Versão do Sistema: 3.4.5 - 08/01/2026
Copyright Instar - 2006-2026. Todos os direitos reservados - Instar Tecnologia Instar Tecnologia